Cine Glauber Rocha e Saladearte do Museu recebem festival de cinema africano nesta semana

Cine Glauber Rocha e Saladearte do Museu recebem festival de cinema africano nesta semana

O Cine Glauber Rocha e a Saladearte Cinema do Museu recebem, a partir desta quarta-feira (13) até a próxima segunda-feira (18), a Mostra de Cinemas Africanos. O evento, que teve a sua primeira edição em Salvador, reúne 15 longas de 9 países, com destaque para o cinema do Senegal e vários títulos inéditos no Brasil, além da presença de convidados do continente africano em debates, masterclasses e bate-papos. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

O festival, que já conta com 13 edições, tem circulado por diversas cidades e estados brasileiros, contabilizando mais de 180 filmes exibidos de cerca de 30 países africanos. A programação completa e mais informações podem ser consultadas no site mostradecinemasafricanos.com.

Entre as atrações deste ano está o drama fantástico “MAMI WATA” (2023), do nigeriano C.J. Obasi, inédito no Brasil. O longa nigeriano em preto e branco ganhou o prêmio de melhor direção de fotografia, assinada pela brasileira Lílis Soares, no Festival de Sundance (EUA). A trama é baseada em um mito do oeste africano. Quando um acontecimento trágico perturba a paz de uma comunidade, duas irmãs lutam para salvar sua aldeia e restaurar a glória de Mami Wata, deusa das águas. Diretor e fotógrafa estarão presentes na programação em Salvador.

Também serão projetados três filmes sobre migração e conflitos familiares do documentarista senegalês Alassane Diago. “As Lágrimas da Emigração” (2010), que conta a história de sua mãe que espera o marido há 20 anos. Quase dez anos depois, Diago decide ir ao Gabão para confrontar o pai, no longa “Conhecendo meu Pai” (2018). Também será apresentado seu trabalho mais recente, “O Rio não é uma Fronteira” (2022), onde testemunhas relembram os massacres de 1989 na fronteira entre a Mauritânia e o Senegal. Todos os títulos são inéditos no Brasil.

Confira alguns títulos:

“A esposa do coveiro” (La Femme du Fossoyeur, Somália: 2021), dir.: Khadar Ayderus Ahmed

“A ovelha de Sada” (“Le mouton de Sada”, Senegal, Burkina Faso: 2023), dir.:  Pape Bouname Lopy;

“As Lágrimas da Emigração” (“Les larmes de l’émigration”, Senegal, França: 2010), dir.: Alassane Diago;

“Conhecendo meu Pai” (“Rencontrer mon père”, Gabão, Senegal, França: 2018), dir.: Alassane Diago

“Madame Brouette” (“Madame Brouette”, Senegal, França: 2002), dir.:Moussa Sène Absa

“MAMI WATA” (Nigéria: 2023), dir.: C.J. ‘Fiery’ Obasi;

“Maputo Nakuzandza” (Brasil, Moçambique: 2021), dir.: Ariadine Zampaulo

“No Cemitério do Cinema” (“Au Cimetière de la Pellicule”, França, Senegal, Guiné, Arábia Saudita: 2023), dir.: Thierno Souleymane Diallo

“Nós” (“Nous”, França: 2021), dir.: Alice Diop

“Nós, Estudantes!” (Nous, Étudiants!, República Centro-Africana, França, República Democrática do Congo, Arábia Saudita, 2022), dir. Rafiki Fariala

“Nossa Senhora da Loja do Chinês” (“Nossa Senhora da Loja do Chinês”: 2022), dir.: Ery Claver

“O Rio não é uma Fronteira” (“Maayo wonaa keerol”, França, Senegal, Alemanha:2022), dir.:Alassane Diago

“Sira” (Burkina Faso, França, Senegal, Alemanha: 2023), dir.: Apolline Traoré

“Sob as Figueiras” (“Under the Fig Trees”, Tunísia, Suíça, França, Catar, Alemanha: 2021), de Erige Sehiri,

“Tableau Ferraille” (“Senegal, França: 1997), dir.: Moussa Sène Absa

“Xalé – As Feridas da Infância” (“Xalé – Les blessures de l’enfance”, Senegal, Costa do Marfim: 2022), dir.: Moussa Sène Absa

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